Como funciona o ecossistema de pagamentos online?
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Como funciona o ecossistema de pagamentos online?

Entenda como funciona o ecossistema de pagamentos online e o papel de cada participante nesse fluxo complexo e estratégico para quem vende online.

Malga Integração de Pagamentos

Quando alguém finaliza uma compra online, parece simples: digita os dados do cartão, clica em “pagar” e pronto. Mas, por trás dessa ação, existe um verdadeiro ecossistema operando em segundos. E ele não é nada trivial. Envolve emissores, bandeiras, adquirentes, subadquirentes, gateways e orquestradores — cada um com seu papel, suas regras e, claro, suas taxas. Neste post, vamos abrir a caixa preta e mostrar como funciona o ecossistema de pagamentos online e por que entender isso é vital para qualquer empresa que depende de pagamentos digitais.

Quem são os participantes e como funciona o ecossistema de pagamentos online?

Antes de mais nada, vamos mapear os principais atores desse universo:

  • Emissores: São os bancos ou instituições financeiras que emitem os cartões dos consumidores. Eles autorizam ou recusam transações com base em saldo, limite e análise de risco. Alguns exemplos: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Nubank, Inter, C6 Bank.
  • Bandeiras: Visa, Mastercard, Elo, entre outras. Elas criam as regras do jogo, padronizam as transações e fazem a ponte entre os emissores e os adquirentes. Tudo passa por elas.
  • Adquirentes: São as empresas que capturam e processam os pagamentos dos estabelecimentos (como Cielo, Rede, Stone). Elas têm conexão direta com as bandeiras e oferecem mais controle — por um custo mais alto.
  • Subadquirentes: Facilitam o acesso aos adquirentes. Empresas como PagSeguro, Pagarme e Mercado Pago entram aqui. Elas assumem parte da complexidade e oferecem soluções mais simples, especialmente para pequenas e médias empresas.
  • Gateways de pagamento: Atuam como “pontes tecnológicas” que conectam o e-commerce aos adquirentes ou subadquirentes. São fundamentais para quem quer mais flexibilidade sem abrir mão de performance. São exemplos: Pagarme, Braspag, Vindi, Zoop, Stripe.
  • Orquestradores de pagamento: Como a Malga, são responsáveis por coordenar todo esse ecossistema. Gerenciam rotas, integram sistemas, garantem segurança e otimizam o fluxo — tudo em tempo real, indo além dos gateways de pagamentos tradicionais. Oferecendo tudo isso isso dentro da sua Infraestrutura Inteligente de Pagamentos.

Por que ter uma Orquestradora de Pagamentos facilita todo esse processo complexo?

1. Integração única, múltiplas conexões

Sem uma orquestradora, você precisa integrar sua plataforma com diversos adquirentes, gateways e soluções antifraude — e manter tudo funcionando em paralelo.
Com uma orquestradora como a Malga, basta uma única integração para acessar múltiplas rotas de pagamento e serviços.

2. Roteamento inteligente de transações

Esse é um dos maiores superpoderes que a orquestração de pagamentos entrega: a capacidade de criar, adaptar e otimizar rotas de pagamento em tempo real, sem depender de código nem de um exército de desenvolvedores.

  • Otimização de custos

A Malga permite que você crie rotas específicas para cada tipo de transação, escolhendo os provedores com as melhores taxas, valor, tipo de moeda, bandeiras e condições comerciais. Isso significa mais margem no seu bolso, menos desperdício com rotas ineficientes e mais aprovações.

Exemplo? Uma transação com cartão nacional pode seguir para o adquirente com menor MDR, enquanto uma transação com cartão internacional pode ir para outro com melhor taxa de aprovação.

  • Fluxos personalizados com agilidade

Precisa montar um fluxo de pagamento específico para uma nova campanha, loja, ou método de pagamento? Você consegue fazer isso diretamente pelo Dashboard da Malga, sem precisar envolver o time técnico. Tudo é configurável e dinâmico, para que você adapte sua estratégia de pagamento à velocidade do seu negócio.

  • Facilidade na gestão dos provedores

Ative, desative, teste e ajuste seus provedores de pagamento com poucos cliques. A Malga oferece gestão centralizada dos provedores, adquirentes, subadquirentes, com visibilidade total da performance de cada um. Isso significa que, se um player cair ou começar a performar mal, você troca de rota sem perder vendas.

Por que pagamentos online custam caro no Brasil?

Cada player do ecossistema de pagamentos — adquirente, subadquirente, bandeira, emissor, gateway, antifraude — têm suas próprias regras de negócio, integrações técnicas, requisitos de compliance e, claro, suas taxas. Essa fragmentação, apesar de necessária, aumenta o custo operacional de cada transação.

Por que o custo é tão alto no Brasil?

De acordo com dados públicos do Banco Central, o Brasil tem um dos custos de aceitação de cartões mais altos do mundo. Um estudo da IDB (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostrou que, enquanto em mercados maduros como Estados Unidos e União Europeia o MDR (Merchant Discount Rate) médio gira entre 1% e 2%, no Brasil esse número pode facilmente ultrapassar 2,5% a 3%, dependendo do porte da empresa e do canal de venda.

Isso acontece porque:

  • Há múltiplos intermediários na cadeia, todos com sua fatia da taxa (bandeira, adquirente, subadquirente, etc.);
  • O risco de fraude é mais elevado no mercado brasileiro, o que exige investimentos pesados em autenticação, análise de risco e antifraude;
  • Parcelamento sem juros, prática muito comum no Brasil, gera custos extras que são precificados no MDR;
  • Liquidação de crédito em D+30 (ou antecipação com custo elevado), impacta o fluxo de caixa do comerciante e encarece a operação;
  • A concorrência entre adquirentes e subadquirentes nem sempre se traduz em preço mais baixo — muitas vezes, a falta de transparência nos contratos cria um efeito contrário.

É importante lembrar que essas “camadas” não existem à toa. Elas também criam um ambiente de maior segurança, escalabilidade e flexibilidade:

  • As bandeiras padronizam as regras, permitindo interoperabilidade global;
  • As orquestradoras facilitam a adaptação e testes com múltiplas rotas e integração com antifraudes apartados;
  • As soluções antifraude brasileiras são referência mundial — inclusive exportadas para outros mercados;
  • A regulação do Bacen traz estabilidade e proteção ao consumidor, mesmo que aumente a exigência de compliance.

Em outras palavras: o ecossistema brasileiro de pagamentos é caro, mas também é um dos mais maduros e seguros do mundo.

No fim das contas, a complexidade existe — mas ela pode ser domada. E com a ferramenta certa, ela deixa de ser um problema e vira vantagem competitiva.

O papel da Malga nesse ecossistema

A Malga atua como orquestradora de pagamentos — e não é à toa. Nosso papel é eliminar ruídos, automatizar decisões e garantir que cada transação siga o melhor caminho possível, considerando performance, custo, risco e experiência do cliente.

Isso significa:

  • Integrar provedores de pagamentos, antifraudes e adquirentes
  • Diversificar métodos de pagamentos com uma única integração
  • Rotear e retentar automaticamente as transações de pagamentos
  • Estar em total compliance com as normas – como a certificação PCI compliance nível 1
  • Prover escalabilidade e resiliência para o processamento de alto volume
  • Visibilidade total do fluxo de pagamento
  • Transparência sobre todas as transações processadas
  • Entre outras vantagens

No fim do dia, o que entregamos é controle e escalabilidade para empresas que não querem depender de uma única adquirente ou solução engessada.

Se você quer mais controle, mais aprovações e menos custos, que tal conversar com nossos especialistas em pagamentos?

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